quarta-feira, 9 de março de 2011

Família no Museu: Um Encontro Inclusivo


O GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA ATRAVÉS DA SECRETARIA DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE, FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA E MUSEU HISTÓRICO DE SANTA CATARINA

CONVIDA PARA O PROJETO

FAMÍLIA NO MUSEU: um encontro inclusivo
O projeto Família no Museu: um encontro inclusivo é destinado às famílias que possuem em seu meio pessoas com deficiência, interessadas em participar de ações voltadas à inclusão e acessibilidade através da Arte, Cultura e Lazer.

O programa consiste em promover uma ação educativa às famílias que queiram visitar exposições temporárias de arte no Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa.

Promovido por Priscila Anversa (PPGAV/UDESC) e Stéfanie Rocha (Licenciatura em Artes Visuais/UDESC), sob orientação da Drª Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva, o projeto proporcionará momentos interativos da família no museu.

Os encontros acontecerão aos domingos e serão gratuitos. As famílias poderão efetuar pré-inscrição pelo telefone (48) 3028-8091 ou na administração do museu, no horário das 13hs às 19hs. As vagas são limitadas.

Datas: 27 de março; 17 de abril; 29 de maio e 19 de junho

Horários: 10h00min às 12h00min

13h00 às 15h00min

As inscrições serão confirmadas pela equipe do projeto.

O QUE: Projeto Família no Museu: um encontro inclusivo
QUANDO: 27/03, 17/04, 15/05 e 19/06/2011
ONDE: Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Souza
Praça XV de Novembro, 227 – Centro – Florianópolis - SC
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: (048) 3028-8091
MUSEU HISTÓRICO DE SANTA CATARINA
Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro, 227 - Centro - 88010-400 - Florianópolis - SC
Fone:(48)3028-8091 - mhsc@fcc.sc.gov.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ins-pirações da madrugada

Sei que estou devendo uma postagem nova. E não é pra ninguém. Mas a mim. Tenho tido muitas inspirações, também muitas pirações e aspirações, ideias para publicar, mas parece que meu lado pesquisadora e professora falam mais alto. Talvez por causa dos prazos e compromissos. Todo o resto (que por sinal é mais importante) fica sempre pra depois. Digo mais importante porque preciso ler coisas banais, escrever coisas banais, fazer coisas banais, porque estas fazem um bem danado. Preciso voltar a escrever por escrever, ou melhor, escrever por querer, sem referenciais teóricos, preciso deixar recadinhos no Orkut do meu Anjo, fazer-me maior e melhor. Madrugada à fora, cá estou, dando um tempo de meu capítulo 4, lembrando de meu fim de semana intenso no Museu Oscar Niemeyer, mas que merece, sem dúvida, uma postagem decente. Por hora, li uma frase de Bourdieu que lavou minha alma, acalentou minha mente, fez-me forte e credora, de que apesar dos pesares, das dificuldades, das barreiras muitas vezes intransponíveis, dos percalços, estou no caminho. Diz o mestre que "nada é mais universal e universalizável do que as dificuldades". Isto ele falou em 1989 a um grupo que iniciava um seminário de Ciências Sociais na Universidade...Bourdieu, você salvou meu dia, quer dizer minha noite, ou melhor meu dia que acaba de começar, mesmo sendo de noite, e não de dia...Ah, isso é filosofia demais, tentar entender porque o dia começa de noite, porque o dia se chama dia, e não outra coisa...Bem, nem direi que já está tarde...tarde? a tarde ainda está longe de chegar...mas que está tarde, isso está. Bye.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Certos avessos


De cara, já lhes digo um: a vontade exacerbada em escrever devaneios em plena reta final de capítulo 3 da dissertação. Não que isso seja um crime. Mas o sinto como tal. Como ouso perder tempo com este tipo de coisa? Mas deixemos este dilema de lado e vamos ao que interessa. Os antagônicos à que me refiro são mais cabeludos do que uma “traição” à dissertação. Por que pré-adolescentes ou até mesmo crianças já pintam seus cabelos ou os alisam de forma “permanente”? Hoje uma aluna de 8 anos, negra, apareceu com seus cabelos lisos. Daqui a pouco pode ser que aparece loura, ou com mechas... Não que isso seja equivocado ao senso comum, que idolatra Beyoncé, que já -em minha opinião - nem pertence mais à “classe” afro-descendente... Talvez esta minha aluna continue a camuflar sua afro-descendência, porque as pessoas também vão achá-la mais bonita quanto menos negra ela for e quanto mais características ocidentais ela tiver. Não que você não deva buscar ser feliz com sua aparência, mas concluo que cada vez mais o ideal de beleza exclui as especificidades de cada “raça”. Por exemplo: misses são sempre ocidentais, e até mesmo as orientais são possuidoras de muitos traços ocidentais, que amenizam sua “orientalidade”; as negras misses são as de nariz fino e pele semi-caucasiana. Podem, é claro, ter lábios carnudos, mas de leve. (...) Mudando de saco pra mala (ainda, é claro, falando de avessos), gostaria de reivindicar elevadores em edifícios para dois tipos de animais (ao invés de social e de serviço): elevadores para animais domésticos e elevadores para neandertais. Claro que os neandertais somos nós, quer dizer, eu não, pois não me incluo nesta categoria, e tenho certeza de que meus afins também não. Cabe aqui citar Félix Guattari, que, expondo sua indignação perante um mundo que se deteriora lentamenteque, institui três pilares essenciais que todos deveríamos ter, as três ecologias, que são a ética (relações sociais), a estética (subjetividade humana) e o meio ambiente. Isso é o que o pessoal que se intitula condômino definitivamente não tem. Por que um animal limpo, vacinado e “anti-vermifugado” tem que ser transportado em uma caixa num intervalo de tempo de alguns segundos - no elevador - para sair com seu dono? Onde deixar a caixa após o uso, se vou passear com o cão? Devo pedir para que o animal gentilmente espere por mim do lado de fora do condomínio até que eu suba e leve a caixa? Ou, posso optar por levá-lo no colo, ficando assim profundamente grata a quem fez o regimento interno por enrijecer meu bíceps ao segurar um cãozinho de quase 10 quilos... Desconsiderando aqui o fato de eu estar carregando simultaneamente uma mala (vulgo bolsa) e ter que chavear a porta de entrada...com o cão no colo, a bolsa no braço entre outros... Por isso eu insisto, e reivindico: Elevador social (para animais) e elevador anti-social (para neandertais, ranzinzas, mal-amados, síndicos, condôminos em geral e demais simpatizantes, quer dizer, anti-simpatizantes, pois desconhecem o termo simpatia).
Pois bem caros leitores, encerro meus avessos, meus adversos, minhas oposições, pois o dever literalmente me chama. Aurevoir!

sábado, 11 de setembro de 2010


Sabe aquele dia que você chega exausta, como se um trem tivesse passado por cima?
Bem, este dia foi ontem. E para minha alegria, um bom filme me aguardava. Georgia O'Keeffe...
Para quem aprecia um bons filmes, eu recomendo... não desses que só servem para passar tempo alienando-se em frente à televisão...Nem tampouco um daqueles que te dão tédio e sono.
Uma história belíssima, tocante, que te faz pensar sobre valores e outras tantas coisas da vida.
Muito bom filme. Eu recomendo. E assisto junto, de novo. Amei. Chorei. Revoltei-me. Discordei. Concordei...enfim, minha exaustão foi embora e momentaneamente minha mente encheu-se de coisas boas..

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O retorno de Jedi




Depois de 5 meses em abstinência, sem sequer acessar minha própria página - relegada ao abandono - levo um susto ao perceber que o contador de visitas, que estava em cento e poucos da última vez que acessei, atualmente, marca em torno de 500.
Achei o fundo meio brega...será que mudei tanto em tão pouco tempo?
Troquei de imediato...
Bem, 5 meses de intensa leitura, um aprimoramento imenso na forma de escrever, na forma de criticar e argumentar, volto ainda sem forças, mas com vontade de devanear como que jamais estive.
No fundo, uma sensação de esgotamento contamina minha mente, em função de estar escrevendo a dissertação, artigos, preparando a qualificação, coletando dados, e tendo muitas responsabilidades nas escolas. E isto é somente o lado profissional e acadêmico. Abstenho-me de informar-lhes o restante dos estresses.
No que concerne às minhas inquietações: sim, ainda as mesmas. Com uma pitada a mais de Marx e Bourdieu.
Hoje, leio todo dia antes de dormir. E não é livro acadêmico. São "banalogias", crônicas, aventuras, não importa... leituras que me fazem ora dormir, ora rir, ora pensar que estou lendo isso sem mais sentir culpa.
A próxima etapa é relaxar diante de um filme, relaxar, relaxar...
Mas a sombra...ah a sombra, ela me persegue...ela é eu, igualzinha. É meu outro Eu, que lembra-me o tempo inteiro de meu compromisso "Mor"...
Acompanha-me quando dirijo, quando cozinho, quando tomo banho, quando converso com alguém, quando trabalho, quando durmo, até mesmo quando faço amor...
Acho que quando eu concluir meu mestrado, ela vai levar uns dias para desagregar-se de mim...
E para concluir, que cá entre nós é algo complexo, pois, no meu caso, vou desenrolando outros assuntos que não estavam no script, e o texto sempre fica maior do que devia, deixo a agradável escrita de Jorge Luís Borges: "Um escritor deve escrever para alegria do leitor"




quinta-feira, 18 de março de 2010

Baú de frases


Não vivo sem uma frase inspiradora..sempre vasculhando sites e livros, anotando o que me chama atenção. Compartilho com os leitores as que mais me provocam e instigam. Apreciem...


Pra que preciso de pés, quando tenho asas para voar? Frida Kahlo


Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito. Fernando Pessoa


A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo.Quem sou?Bem, isso já é demais.... Clarice Lispector


Temos a arte para não morrer da verdade. Nietzsche


Ao fim de uma vida preenchida pelo medo, o medo que mais apavora é a ausência de medo. Bauman


Pensamentos são admiráveis, mas sensações são igualmente maravilhosas. Voltaire


Um amor, uma carreira, uma revolução: outras tantas coisas que se começam sem saber como acabarão. Sartre


Torna-te quem tu és. Desconhecido


Perder-se também é caminho. Clarice Lispector


A educação deve ter como preocupação a formação de pensadores livremente criadores e originais capazes de inventar novos modos de existência. Nietzsche


... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre. Miguel Sousa Tavares


A escrita é esta curva que o giro da busca evocou e que reencontramos na curvatura da reflexão. Blanchot


Um minuto de felicidade vale mais que mil anos de glória.


Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. Clarice Lispector


Não existe comparação entre aquilo que é perdido por não se obter êxito e aquilo que é perdido por não se tentar. Francis Bacon


que fazemos repetidamente. Por isso o mérito não está na ação e sim no hábito. Aristóteles


O presente é um presente. Desconhecido


A pintura é poesia sem palavras. Voltaire


Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização. Lya Luft


E eu que me contentava com risco de giz na lousa, nem desconfiava da vastidão do verbo riscar. Riscar palavras que sobram nos poemas, riscar pessoas que me machucaram, riscar o medo. Aquele medo que era do tamanho do meu desejo. Vontade de arriscar. Gisela Gold


Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar. Nietzche


É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector


A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! Mario Quintana


A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar. Fernando Pessoa


Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver!' Dalai Lama


Onde você está não tem metade da importância se comparado para onde você está indo. Desconhecido


Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde podemos encontrar a cura dos mais diversos males. Voltaire


A dúvida é desagradável, mas a certeza é ridícula. Voltaire


As paixões são como ventanias que enfunam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas. Voltaire


O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte. Nietzsche


O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. Mario Quintana


Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário as coisas:- assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. Nietzsche

quinta-feira, 4 de março de 2010

Brian Hunter - Mattresses

O que você faz com um colchão além de dormir, relaxar e fazer amor?
O artista Brian Hunter faz muito mais que isso: faz arte!
Não somente o colchão é o suporte de sua obra, como também lençóis, sacos de dormir, apetrechos que tenham relação com o ato de descansar o corpinho. Além do mais, são colocados no espaço urbano, gerando diversas reações ao espectador que aprecia...
É fantástico a relação que ele cria entre aquilo que é essencialmente particular: lençóis, travesseiros, colchões, etc, os quais denunciam as "manchas" do amor, o desgaste, o cansaço, em oposição ao que é público, na medida em que expõe no espaço urbano.






Priscila Anversa