quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ins-pirações da madrugada

Sei que estou devendo uma postagem nova. E não é pra ninguém. Mas a mim. Tenho tido muitas inspirações, também muitas pirações e aspirações, ideias para publicar, mas parece que meu lado pesquisadora e professora falam mais alto. Talvez por causa dos prazos e compromissos. Todo o resto (que por sinal é mais importante) fica sempre pra depois. Digo mais importante porque preciso ler coisas banais, escrever coisas banais, fazer coisas banais, porque estas fazem um bem danado. Preciso voltar a escrever por escrever, ou melhor, escrever por querer, sem referenciais teóricos, preciso deixar recadinhos no Orkut do meu Anjo, fazer-me maior e melhor. Madrugada à fora, cá estou, dando um tempo de meu capítulo 4, lembrando de meu fim de semana intenso no Museu Oscar Niemeyer, mas que merece, sem dúvida, uma postagem decente. Por hora, li uma frase de Bourdieu que lavou minha alma, acalentou minha mente, fez-me forte e credora, de que apesar dos pesares, das dificuldades, das barreiras muitas vezes intransponíveis, dos percalços, estou no caminho. Diz o mestre que "nada é mais universal e universalizável do que as dificuldades". Isto ele falou em 1989 a um grupo que iniciava um seminário de Ciências Sociais na Universidade...Bourdieu, você salvou meu dia, quer dizer minha noite, ou melhor meu dia que acaba de começar, mesmo sendo de noite, e não de dia...Ah, isso é filosofia demais, tentar entender porque o dia começa de noite, porque o dia se chama dia, e não outra coisa...Bem, nem direi que já está tarde...tarde? a tarde ainda está longe de chegar...mas que está tarde, isso está. Bye.